A gente sabe que a máquina humana para funcionar precisa de energia proveniente dos alimentos que ingerimos e do oxigênio extraído do ar que respiramos.
Os alimentos, através de uma série de reações químicas são convertidos em energia conhecida como Adenosina Trifosfato (ATP) e sua utilização depende do aporte de oxigênio. Como seres aeróbios que somos, compreende-se a importância da capacidade Máxima do corpo, captar, transportar e absorver esse oxigênio medida conhecida como VO² Máximo relacionando-se com potência aeróbia.
Mas não é só isso. Outros fatores também são importantes nesse contexto como por exemplo o Limiar Anaeróbio e o VO² Relativo. Ou seja, o percentual máximo que o corpo consegue utilizar do VO² Máximo e a relação desse percentual com o peso corporal do indivíduo. Como o oxigênio chega às células através da corrente sanguínea, não é difícil concluir-se que a capacidade cardiovascular é mais um fator importante nesse contexto.
Bom, partindo de todos esses princípios podemos então concluir que a potência aeróbia é importante não só para a "galera" da malhação mas também as atividades laborais do dia a dia, uma vez que, qualquer movimento ou ato motor gasta energia.
O custo energético pode ser descrito em (MET) e 1 MET corresponde a 3,5 ml/kg/min. Sendo assim, já é bem estabelecido na literatura uma classificação de medida em MET para as diversas atividades, uma delas proposta por Bromn e Crowden (1963) citado por Farinatti no III Seminário Internacional Sobre Atividades Físicas para a Terceira Idade - 2000, segundo a qual teríamos: trabalho sedentário leve 1 a 3 MET; Moderado 3 a 5 MET; Pesado 5 a 8 MET. Outras pesquisas mais atuais trazem revisões mas não muda muito.
Se toda atividade tem um custo energético, não é difícil entender a importância da atividade física na Qualidade Física iniciada muito
Astrand 1967, Bonjer 1968 e Hughes et Goldman 1970, também citado por Farinatti, sugerem que uma atividade laboral utilizando 33 a 50% do VO² Máximo, não pode ser suportada por mais de sete horas. Isso em condições favoráveis de temperatura ambiente, estações de trabalho adequadas e esforços repetitivos equilibrados.
Pois bem, num jovem sedentário é comum encontrarmos valores de VO² Máximo próximos de 48 ml/kg/min. aos 20 anos de idade. Sabe-se que o VO² Máximo dimimnui com o avançar da idade na ordem de 10% por década levando-nos a concluir que esse mesmo jovem, chegando aos 60 anos terá um VO² Máximo de 31 ml/kg/min. portanto, incapaz de realizar tarefas moderadas.
Ao contrário, um jovem ativo com VO² Máximo de 70 ml/kg/min aos 20 anos, dando continuidade ao treinamento chegará aos 60 anos com plena capacidade de realizar até tarefas pesadas mesmo considerando a perda natural. Os hábitos duradouros são normalmente adquiridos na infância e adolescência, tanto os ruins como os salutares.
Apesar da crescente onda pelo Fitness, parece que o bonde continua na contramão da história. A rotatividade nas academias constitui-se num problema real e coincide com os índices oficiais mostrando números ainda muito alto de sedentarismo na adolescência.
Entretanto, em qualquer idade pode-se ter um ganho aeróbio significativo com atividades específicas e bem orientadas por profissionais de Educação Física.
Pesquisas bem conduzidas mostram que uma atividade aeróbia (caminhada, corrida, ciclismo etc.) de 30 minutos, três vezes por semana durante 24 semanas a uma intensidade de 60 a 70% prescrita pela fórmula de Karvonen, pode-se obter um ganho de 3,5 a 7 ml/kg/min em qualquer idade.
Já tivemos oportunidade de comentar os benefícios também do treinamento de força e de flexibilidade que devem ser incluídos no programa.
É não podemos falar em programas voltados à terceira idade deixando de lado os problemas das raízes da Educação Física na escola. O Governo fez há bem pouco tempo uma ínfima parcela tornando obrigatória a Educação Física escolar fazendo uma emenda na lei 9394. Só isso não basta. É preciso rever o fundamento, a grade curricular das Universidades na formação dos professores, os programas de governo, dos clubes, das academias e principalmente aos profissionais de saúde, chamar para si a responsabilidade.
Isso, dá trabalho e todo mundo precisa sobreviver e ganhar dinheiro. Hoje o consumidor é mais crítico, exige mais qualidade, mais atenção e não dá mais para ficar "enrolando" o cliente. Partindo desse princípio, itens severos de controle de Qualidade teoricamente é mais fácil de ser conseguido em academias menores.
Por:
Luiz Carlos de Moraes CREF/1 RJ 3529 - E-mail: lcmoraes@compuland.com.br
Fonte:http://www.copacabanarunners.net/
sábado, 10 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
Alimentação para um coração saudável
Você pode diminuir suas chances de ter uma doença cardíaca ao escolher os alimentos com cuidado. A fim de ter uma alimentação para um coração saudável, coma:
menos gordura
menos sódio
menos calorias
mais fibras alimentares
Coma menos gordura
Algumas gorduras têm mais chances de causar doenças cardíacas. Essas gorduras são geralmente encontradas em alimentos de origem animal, como carne, leite, queijo e manteiga. Elas também são encontradas alimentos com óleos de côco e de palma
Coma menos desses alimentos
Coma menos sódio. Comer menos sódio ajuda a diminuir a pressão alta em algumas pessoas. Isso pode diminuir o risco de doença cardíaca.
Sódio é algo que precisamos em nossa dieta, porém a maioria de nós ingere muitas quantidades. Muito do sódio que comemos vem do sal, que adicionamos à nossa comida na mesa ou que as empresas alimentícias colocam em seus produtos. Então, evite adicionar sal à comida na mesa.
Coma menos calorias. Quando comemos mais calorias do que precisamos, engordamos. Estar acima do peso pode causar doença cardíaca. Quando comemos menos calorias do que precisamos, emagrecemos.
Coma mais fibras. Comer fibras de frutas, vegetais e grãos pode ajudar a diminuir as chances de doença cardíaca.
Dicas de alimentação para um coração saudável
Coma uma dieta com pouca gordura saturada, especialmente gordura animal e óleos de côco e palma.
Adicione à sua dieta alimentos que são ricos em gordura mono-insaturada, como óleo de oliva, óleo da canola e frutos do mar.
Coma alimentos que contém gorduras poliinsaturadas encontradas em vegetais e frutos do mar. Óleos de girassol e de milho são ricos em gordura poliinsaturada.
Escolha uma dieta moderada em sal e sódio.
Mantenha ou melhore o seu peso.
Coma bastante grãos, frutas e vegetais.
Alimentando-se desta forma não significa que você tem que gastar mais dinheiro com comida. Você ainda pode comer muitos alimentos que custam o mesmo ou menos do que os que está comendo.
Dicas para emagrecer
Coma porções menores.
Evite repetir o prato.
Coma menos gordura ao evitar frituras, sobremesas gordurosas e doces de chocolate.
Comidas com muita gordura têm muitas calorias.
Coma mais frutas e vegetais.
Coma alimentos com poucas calorias, como saladas.
Leia os rótulos dos alimentos.
O rótulo do alimento pode ajudá-lo a comer mais fibras e menos calorias, gorduras e sódio.
Outras medidas para manter seu coração saudável
Peça ao seu médico checar seus níveis de colesterol. Isso é feito através de um exame de sangue que mostrará a quantidade de colesterol com um número. Menos de 200 é bom. O exame também mostrará a quantidade de colesterol "bom" e "ruim". Seu médico pode lhe dizer o que esses números significam.
Caso o seu colesterol esteja elevado, seu médico pode sugerir mudanças na dieta, exercícios físicos ou medicamentos.
Atividade física regular pode ajudá-lo a manter seu peso e níveis de colesterol baixos.
Fonte:http://www.copacabanarunners.net/
menos gordura
menos sódio
menos calorias
mais fibras alimentares
Coma menos gordura
Algumas gorduras têm mais chances de causar doenças cardíacas. Essas gorduras são geralmente encontradas em alimentos de origem animal, como carne, leite, queijo e manteiga. Elas também são encontradas alimentos com óleos de côco e de palma
Coma menos desses alimentos
Coma menos sódio. Comer menos sódio ajuda a diminuir a pressão alta em algumas pessoas. Isso pode diminuir o risco de doença cardíaca.
Sódio é algo que precisamos em nossa dieta, porém a maioria de nós ingere muitas quantidades. Muito do sódio que comemos vem do sal, que adicionamos à nossa comida na mesa ou que as empresas alimentícias colocam em seus produtos. Então, evite adicionar sal à comida na mesa.
Coma menos calorias. Quando comemos mais calorias do que precisamos, engordamos. Estar acima do peso pode causar doença cardíaca. Quando comemos menos calorias do que precisamos, emagrecemos.
Coma mais fibras. Comer fibras de frutas, vegetais e grãos pode ajudar a diminuir as chances de doença cardíaca.
Dicas de alimentação para um coração saudável
Coma uma dieta com pouca gordura saturada, especialmente gordura animal e óleos de côco e palma.
Adicione à sua dieta alimentos que são ricos em gordura mono-insaturada, como óleo de oliva, óleo da canola e frutos do mar.
Coma alimentos que contém gorduras poliinsaturadas encontradas em vegetais e frutos do mar. Óleos de girassol e de milho são ricos em gordura poliinsaturada.
Escolha uma dieta moderada em sal e sódio.
Mantenha ou melhore o seu peso.
Coma bastante grãos, frutas e vegetais.
Alimentando-se desta forma não significa que você tem que gastar mais dinheiro com comida. Você ainda pode comer muitos alimentos que custam o mesmo ou menos do que os que está comendo.
Dicas para emagrecer
Coma porções menores.
Evite repetir o prato.
Coma menos gordura ao evitar frituras, sobremesas gordurosas e doces de chocolate.
Comidas com muita gordura têm muitas calorias.
Coma mais frutas e vegetais.
Coma alimentos com poucas calorias, como saladas.
Leia os rótulos dos alimentos.
O rótulo do alimento pode ajudá-lo a comer mais fibras e menos calorias, gorduras e sódio.
Outras medidas para manter seu coração saudável
Peça ao seu médico checar seus níveis de colesterol. Isso é feito através de um exame de sangue que mostrará a quantidade de colesterol com um número. Menos de 200 é bom. O exame também mostrará a quantidade de colesterol "bom" e "ruim". Seu médico pode lhe dizer o que esses números significam.
Caso o seu colesterol esteja elevado, seu médico pode sugerir mudanças na dieta, exercícios físicos ou medicamentos.
Atividade física regular pode ajudá-lo a manter seu peso e níveis de colesterol baixos.
Fonte:http://www.copacabanarunners.net/
Novos tempos da reabilitação cardíaca

Como tudo na vida evolui a Medicina não escapa dessa teoria. Há mais ou menos 30 a 40anos um sujeito submetido à cirurgia cardíaca para colocar pontes de safena tinha uma grande perda física e emocional por conta de uma internação muito longa normalmente passando dos 15 dias. Além disso, recebia uma lista enorme de recomendações e proibições que praticamente limitavam ou impediam o indivíduo voltar logo às atividades normais. O avanço da Medicina mudou essa postura no sentido de devolver o indivíduo enfartado às suas atividades habituais com um tempo de internação muito mais curto. Esse tempo mais curto pode ser encurtado mais ainda se o indivíduo antes da cirurgia fazia ou não atividade física. Estudos recentes demonstraram que pacientes fisicamente ativos além de reduzir o tempo de internação tiveram menos complicações no pós-operatório quando comparados com sedentários.
Atualmente o paciente é incentivado a recomeçar a fazer atividade física ainda durante a internação procurando andar por tempo determinado duas ou três vezes ao dia sob supervisão do médico. É evidente que a orientação deve ser mais individualizada possível diferenciando dos programas normais e tão logo receba alta hospitalar o programa tem continuidade após avaliação médica e quando possível com teste de exercício máximo com medida de gases expirados. Essa nova visão inclui preferencialmente um enfoque mais amplo sugerindo não só o exercício profissionalmente orientado como também a dieta, o controle do estresse, da hipertensão arterial, eliminação do tabagismo se for o caso e dos fatores de risco mais rigoroso que levaram o paciente à cirurgia. Normalmente recomendam-se novas avaliações de quatro a seis meses depois reprogramando a atividade física.
As valências físicas a serem estimuladas são o condicionamento aeróbio a força e a flexibilidade começando com a caminhada alguns exercícios de fortalecimento muscular e alongamentos.
A intensidade do esforço fica estabelecida entre 60 e 80% a partir do teste máximo monitorado pela freqüência cardíaca ou pela Escala Subjetiva do Esforço (Escala de Borg) nos casos de pacientes que continuarem a fazer uso de betabloqueadores cuja ação é inibir a freqüência cardíaca.
Um grande avanço também nas recomendações da atividade física é o incremento da musculação outrora contra-indicada. Já é bem estabelecido que os exercícios resistidos atuem beneficamente no emagrecimento, na resistência à insulina e na sarcopenia principalmente nos mais idosos. Ou seja, quanto mais idoso maior a importância a fim de evitar a perda de massa muscular. Outro avanço ainda no campo dos exercícios resistidos destinados a cardiopatas é que não mais se recomenda aquelas séries com muitas repetições e pouco peso e sim poucas repetições, de 8 a 12 e uma ou duas séries sem intervalos em forma de circuito totalizando 10 a 12 exercícios para os grandes grupos musculares. Sabe-se hoje que a relação Duplo-Produto é um dado importante que serve para avaliar o esforço cardíaco pelo consumo de oxigênio do miocárdio. A equação é o resultado da multiplicação da Pressão Arterial Sistólica pela Freqüência Cardíaca. (PAS x FC). Sabemos que cada exercício provoca uma reação diferente tanto na PAS como na FC dependendo da intensidade e duração sobrecarregando ou não o coração.
Nos exercícios aeróbios como resposta normal, tanto a PAS como a FC aumentam quase na mesma proporção e na musculação, em séries mesmo pesadas com 8 a 12 repetições, somente a PAS aumenta mesmo porque não há tempo hábil para uma resposta de aumento da FC. Isso pode ser uma vantagem para cardíacos. Entretanto as cargas devem ser pesadas o suficiente empiricamente escolhidas de tal forma a serem evitados os bloqueios da respiração. Isso sim pode ser um problema para o cardiopata.
Bem vindos também os exercícios funcionais que visam o fortalecimento dos músculos mais profundos do tronco e quadril chamado “Core”, termo inglês significando núcleo. A transferência de força gerando qualquer movimento seja com as pernas ou combinado com os outros segmentos corporais depende da qualidade dessa estrutura muscular. A criança não anda sem essa musculatura desenvolvida, o futebolista não chuta forte, o corredor não corre, o ciclista não pedala bem sem os músculos do core bem treinados. O paciente recém operado precisa recuperar essa musculatura por ter ficado deitado por um bom tempo. Claro, a equipe de profissionais e a família precisam falar a mesma linguagem.
Fonte: http://www.copacabanarunners.net/
sábado, 27 de agosto de 2011
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