sábado, 26 de novembro de 2011
Erros mais comuns cometidos por quem frequenta academia

Esse é o problema. Nós, profissionais da área de saúde vivemos desesperadamente sugerindo às pessoas a fazer algum tipo de exercício físico aí quando o indivíduo procura uma academia por vezes acaba fazendo tudo errado e esses erros além de não serem poucos são bastante comuns. São eles:
Pular Fase de Adaptação
Quando alguém inicia um programa principalmente de musculação independente da experiência anterior necessariamente depois das avaliações médicas, funcionais e testes físicos deve passar por um período de adaptação aos exercícios e às cargas prescritas pelo professor. Esse tempo pode variar em até três meses a fim de preparar toda a estrutura musculoesquelética de forma lenta gradual e progressiva. É bastante comum aluno querendo pular essa fase na ânsia de ganhar uma montanha de músculos em pouco tempo. O resultado a gente já sabe. Dores musculares, lesões e desistência. Mesmo quem tem boa genética não fica forte da noite para o dia.
Proteína Demais
Seguindo essa linha da busca da montanha de músculos em pouco tempo não são poucos os que se enchem de proteína depois do treino achando que isso é o que vai dar resultado. Ledo engano. O corpo tem capacidade limitada de absorção de proteína que varia de 1 a 2 gramas por kg de peso corporal. Depois do treino o corpo precisa primeiro equilibrar a glicemia sendo mais importante ingerir carboidrato também sem exagero. Se o treino foi executado conforme a orientação do professor é bem possível não ser necessário a ingestão de proteína além da contida na alimentação. O corpo faz a reconstrução das fibras musculares se a carga e o descanso forem adequados.
Suplementos
Se esse não for o maior erro é um dos campeões. Como tem gente com mania de suplemento! Entre os adeptos da atividade física ou esportistas de qualquer modalidade, é cada vez maior o hábito de experimentar os mais variados tipos de dietas, complementos alimentares e/ou fórmulas “ditas” mágicas na esperança de melhores performances. Os suplementos foram criados para atender as necessidades de recuperação mais rápida dos atletas de elite. Ou seja. Atletas que vivem disso, só fazem isso, têm potencial genético e treinam muitas horas por dia. Treinam por um motivo que ultrapassa a barreira da saúde e muitas vezes do bom senso. Para quem não é atleta de elite ou profissional do esporte os melhores suplementos se compra na feira e no açougue.
Creatina
É mais uma questão que não existe consenso. Teoricamente atua na recuperação mais rápida da energia nas atividades de curta duração e muito rápida “sprints” como corridas de 100 e 200 metros e nas séries pesadas de musculação. A creatina é produzida no organismo humano pelo fígado e pâncreas e também está presente nas carnes vermelhas e peixes. Ou seja, também para quem não é atleta não há justificativa do uso como recurso ergogênico.
De qualquer forma para quem deseja usar deve em primeiríssimo lugar consultar um nutricionista que é o profissional habilitado para prescrever a dosagem certa para o momento certo de acordo com a periodização do treinamento de musculação. A creatina é um dos produtos mais prescritos e/ou sugeridos nas academias por pessoas não habilitadas para isso. Vale ressaltar que o “o consumo de creatina acima de 3g ao dia pode ser prejudicial à saúde” sendo um produto agora normatizado pela ANVISA.
Uso Errado do Equipamento
Alguns iniciantes ignoram as orientações dos professores sobre o uso correto dos equipamentos se preocupando apenas com a carga que vai usar. Resultado. Aquele barulhão de peso caindo no chão ou aquela batida violenta nas máquinas. O professor está lá para orientar e o aluno diz saber usar e não sabe. Não tenha vergonha de perguntar. O aluno está pagando para isso.
Ignorar o Aquecimento
Sempre tem aquele aluno “esperto” que pensa. “Eu vim “malhar ferro” pra que aquecimento?” O aquecimento é mais importante até que o alongamento. Dispensar o alongamento não tem problema nenhum porque aquecimento e alongamento não têm os mesmos objetivos. Em todas as atividades se faz aquecimento que pode ser inclusive com a própria atividade fazendo uma ou duas séries iniciais com a metade da carga prevista na série principal. O corredor aquece correndo o futebolista batendo bola e assim por diante. Não querer não fazer exercício nenhum é uma opção. Pagar para fazer errado é burrice. Ou não?
Por:Luiz Carlos de Moraes CREF1 RJ 003529
Fonte:http://www.copacabanarunners.net/
Dores nas costas - Hérnia de Disco
As dores nas costas, de um modo geral, tem origem nas posturas inadequadas dia a dia promovendo ao longo do tempo várias patologias. Uma delas, a hérnia de disco, tem várias formas de se manifestar dependendo da direção tomada pelo núcleo e qual área e ligamento atinja. Sendo um material cuja finalidade é a de absorver o impacto funciona como uma bola pneumática e sob pressão dos movimentos da coluna ou sobrecarga, se desloca no sentido contrário. Sendo assim, quando a pressão é superior à sua capacidade de resistência o anel fibroso pode formar pequenas rachaduras e o núcleo invadir esse espaço até se exteriorizar. Daí as várias formas de hérnias.
Hérnia Intra-esponjosa - Enquanto o anel fibroso não perde a sua resistência, na presença de uma pressão muito forte sobre o disco intervertebral, o núcleo pode provocar um afundamento no corpo da vértebra por ser composto de material esponjoso e nesse caso menos resistente que o anel fibroso. Pode ocorrer quando a pressão tem origem na força vertical, como por exemplo exercícios com peso acima da cabeça sem o devido preparo ou saltos verticais sem a observação da técnica correta de amortecimento.
Alguns estudos tem mostrado o anel fibroso começando uma degeneração a partir dos 25 anos, perdendo assim, gradativamente a resistência e produzir pequenos rasgos entre as camadas abrindo caminho para a passagem do núcleo sob pressão que pode se espalhar. Essa é uma forma de hérnia de difícil diagnóstico porque a dor pode não se manifestar em apenas uma região localizada.
Se o núcleo encontra caminho para fora tanto pode ser na direção das costas, (póstero-posterior), para os lados (Póstero-lateral esquerda ou direita) ou para dentro (póstero-anterior), as mais raras. Os registros médicos apontam um índice muito maior, em torno de 80%, de hérnias póstero-posterior devido à posição mais freqüente do corpo em flexão do tronco. Inclinado para a frente.
Ao se exteriorizar, o núcleo encontra o ligamento comum posterior e nele pode ficar encostado ou escorregar ficando pressionado entre ele e o corpo da vértebra imediatamente abaixo (subjacente).
Em boa parte dos casos existe a possibilidade de, com exercícios contrários ao movimento que provocou o deslocamento do núcleo fazer a inversão desse deslocamento e uma espécie de soldadura no anel fibroso.
Quando a resistência nuclear empurra, por assim dizer, o ligamento, pode ficar no interior do canal vertebral sendo chamada de Hérnia Discal Livre.
Pode haver o caso de ficar bloqueada sob o ligamento vertebral separando-se do restante do núcleo e o espaço do anel fibroso entre eles se fecharem. Se a hérnia deslizar para cima ou para baixo entre o corpo da vértebra e o ligamento chama-se Hérnia Migratória Subligamentar.
A hérnia de disco costuma ser acompanhada de lombalgia e ou dores ciáticas porque ao deslizar esbarrando no ligamento posterior pode atingir as raízes nervosas isquiáticas. A maioria das hérnias se localizam entre as L4 / L5 ou L5 / S1.
Uma grande parte dessas lesões, como já dissemos, podem ser evitadas com exercícios adequados e posturas corretas durante o dia e três grupos musculares são os responsáveis diretos pela proteção da lombar: os paravertebrais, os da camada superficial, intermediária e profunda dorsal e os abdominais. O trabalho é, por assim dizer, dividido entre os três e quando um deles falham, os outros ficam sobrecarregados sendo que os paravertebrais acabam pagando sozinhos a conta por serem músculos posturais. Basta estarmos de pé, sentado ou fazendo qualquer movimento para serem solicitados.
Muito mais que a estética, os músculos do abdome deveriam ser vistos com uma importância da saúde. Quando eles ficam fracos o centro de gravidade muda, o braço de resistência entre a lombar e a parede abdominal aumenta e o esforço nas vértebras lombares também aumenta.
O treinamento com peso, embora ao olhos do leigo não pareça, tem o índice de contusões muito baixo sendo considerado uma atividade segura desde que, a orientação seja feita por pessoas habilitadas. Segundo Zatsiorsky 99, os índices indicam 1 para cada 10000 atletas que participam de treinamento ou competição. Se compararmos com as demais modalidades esportivas esses números podem ser quase desprezíveis. Entretanto, quem se dedica a levantar peso, deve atentar para a coluna lombar, local onde se origina a maioria dos problemas. Entre dores musculares, articulares, tendinites, distenções e contraturas nas diversas partes do corpo, 44 a 50% atingem a lombar (lombalgias, dores ciáticas e ou hérnia de disco). Portanto, se o atleta dedicar atenção á postura, respiração, reforço dos músculos eretores da coluna e carga compatível com a aptidão, terá um índice baixíssimo de problemas na sua vida atlética.
Fonte: http://www.copacabanarunners.net/
Hérnia Intra-esponjosa - Enquanto o anel fibroso não perde a sua resistência, na presença de uma pressão muito forte sobre o disco intervertebral, o núcleo pode provocar um afundamento no corpo da vértebra por ser composto de material esponjoso e nesse caso menos resistente que o anel fibroso. Pode ocorrer quando a pressão tem origem na força vertical, como por exemplo exercícios com peso acima da cabeça sem o devido preparo ou saltos verticais sem a observação da técnica correta de amortecimento.
Alguns estudos tem mostrado o anel fibroso começando uma degeneração a partir dos 25 anos, perdendo assim, gradativamente a resistência e produzir pequenos rasgos entre as camadas abrindo caminho para a passagem do núcleo sob pressão que pode se espalhar. Essa é uma forma de hérnia de difícil diagnóstico porque a dor pode não se manifestar em apenas uma região localizada.
Se o núcleo encontra caminho para fora tanto pode ser na direção das costas, (póstero-posterior), para os lados (Póstero-lateral esquerda ou direita) ou para dentro (póstero-anterior), as mais raras. Os registros médicos apontam um índice muito maior, em torno de 80%, de hérnias póstero-posterior devido à posição mais freqüente do corpo em flexão do tronco. Inclinado para a frente.
Ao se exteriorizar, o núcleo encontra o ligamento comum posterior e nele pode ficar encostado ou escorregar ficando pressionado entre ele e o corpo da vértebra imediatamente abaixo (subjacente).
Em boa parte dos casos existe a possibilidade de, com exercícios contrários ao movimento que provocou o deslocamento do núcleo fazer a inversão desse deslocamento e uma espécie de soldadura no anel fibroso.
Quando a resistência nuclear empurra, por assim dizer, o ligamento, pode ficar no interior do canal vertebral sendo chamada de Hérnia Discal Livre.
Pode haver o caso de ficar bloqueada sob o ligamento vertebral separando-se do restante do núcleo e o espaço do anel fibroso entre eles se fecharem. Se a hérnia deslizar para cima ou para baixo entre o corpo da vértebra e o ligamento chama-se Hérnia Migratória Subligamentar.
A hérnia de disco costuma ser acompanhada de lombalgia e ou dores ciáticas porque ao deslizar esbarrando no ligamento posterior pode atingir as raízes nervosas isquiáticas. A maioria das hérnias se localizam entre as L4 / L5 ou L5 / S1.
Uma grande parte dessas lesões, como já dissemos, podem ser evitadas com exercícios adequados e posturas corretas durante o dia e três grupos musculares são os responsáveis diretos pela proteção da lombar: os paravertebrais, os da camada superficial, intermediária e profunda dorsal e os abdominais. O trabalho é, por assim dizer, dividido entre os três e quando um deles falham, os outros ficam sobrecarregados sendo que os paravertebrais acabam pagando sozinhos a conta por serem músculos posturais. Basta estarmos de pé, sentado ou fazendo qualquer movimento para serem solicitados.
Muito mais que a estética, os músculos do abdome deveriam ser vistos com uma importância da saúde. Quando eles ficam fracos o centro de gravidade muda, o braço de resistência entre a lombar e a parede abdominal aumenta e o esforço nas vértebras lombares também aumenta.
O treinamento com peso, embora ao olhos do leigo não pareça, tem o índice de contusões muito baixo sendo considerado uma atividade segura desde que, a orientação seja feita por pessoas habilitadas. Segundo Zatsiorsky 99, os índices indicam 1 para cada 10000 atletas que participam de treinamento ou competição. Se compararmos com as demais modalidades esportivas esses números podem ser quase desprezíveis. Entretanto, quem se dedica a levantar peso, deve atentar para a coluna lombar, local onde se origina a maioria dos problemas. Entre dores musculares, articulares, tendinites, distenções e contraturas nas diversas partes do corpo, 44 a 50% atingem a lombar (lombalgias, dores ciáticas e ou hérnia de disco). Portanto, se o atleta dedicar atenção á postura, respiração, reforço dos músculos eretores da coluna e carga compatível com a aptidão, terá um índice baixíssimo de problemas na sua vida atlética.
Fonte: http://www.copacabanarunners.net/
sábado, 19 de novembro de 2011
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